terça-feira, 8 de junho de 2010
Admiro a pérola.
Não pelo seu valor como jóia
mas pelo conforto de onde ela nasce.

Vizita


No meu porão existem coisas

Inomináveis,inatingiveis, vertiginosas

Só desco ali quando jogado ou levado

Prefiroo de mãos dadas,não abandonado


Mesmo com a confiança dos dedos trançados

Ovazio no peito, o medo na mente

Pulsam na veia, é uma sala cheia de teia

Acende a luz,por favor


Ela nao ilumina, não adianta

Nem mesmo a vela o frio abranda

E lá dentro mesmo forte, sou abatido

Numa pulsão de morte


Dali, saio mais uma vez

Não derrotado ou vencido

Foi uma excursão com sentido

E volto, em breve, numa proxima lucidez.
sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pouso.

Busco meu canto no canto dos outros

Me conforto intimamente no que não me pertence

Faço dos músculos raízes

Que me prendem fixo nesse solo


Casa que não tenho

Porta que não abre

Janela que não fecha

Luz apagada, relento


Porei pedra sobre pedra

Farei base no firme

Telhado forte que não vibre

E, ali na janela pousará já,

Uma vela emfim acesa.

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