quinta-feira, 24 de março de 2011

augusta

Augusta.
 
por entre as suas pernas passam vidas
por entre o seu desejo correm ilusões
sua politica é da democracia
sua verdade é pra mim,do obscuro.

Dentro do seu desejo um mundo morre
logo atraz uma vila nasce efemera
quando o vento sopra nas suas esquinas
derruba fortalezas e concerta ruinas

no seu chão de concreto uma multidão de cores
reflexo dos desejos dos amores da oferta
vejo olhos ofuscados e iludidos
vejo amores perdidos e falidos

um louco passa... grita... e caga.
choque, vergonha horror.
ser humano sem alma fétido odor.
deitou. sucumbiu. sumiu no alheio desprezo.

ao redor? desejo,posse,ambição,dor , pena e aflição.
o que eu estou fazendo aqui?
eu vim porque quiz e fico porque gosto.
me sinto perto de tudo que existe dentro de mim.
é só uma vizita.

DM.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Eu me mato aos poucos só de vingança da incerteza do amanha.

Falta

Você já ntendeu o vazio da vida?E quando assim percebeu o quanto é delicado realizar que nao existe certeza?
terça-feira, 8 de junho de 2010
Admiro a pérola.
Não pelo seu valor como jóia
mas pelo conforto de onde ela nasce.

Vizita


No meu porão existem coisas

Inomináveis,inatingiveis, vertiginosas

Só desco ali quando jogado ou levado

Prefiroo de mãos dadas,não abandonado


Mesmo com a confiança dos dedos trançados

Ovazio no peito, o medo na mente

Pulsam na veia, é uma sala cheia de teia

Acende a luz,por favor


Ela nao ilumina, não adianta

Nem mesmo a vela o frio abranda

E lá dentro mesmo forte, sou abatido

Numa pulsão de morte


Dali, saio mais uma vez

Não derrotado ou vencido

Foi uma excursão com sentido

E volto, em breve, numa proxima lucidez.
sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pouso.

Busco meu canto no canto dos outros

Me conforto intimamente no que não me pertence

Faço dos músculos raízes

Que me prendem fixo nesse solo


Casa que não tenho

Porta que não abre

Janela que não fecha

Luz apagada, relento


Porei pedra sobre pedra

Farei base no firme

Telhado forte que não vibre

E, ali na janela pousará já,

Uma vela emfim acesa.
sábado, 8 de maio de 2010

chance

A chance é larga
mesmo q a mentira que me deito
e me conforto faça estreito
meu destino.

Quando enchergo a sua luz
prateada quase cheia
esse menino volta pra casa
minha trilha macia

os sonhos veem em minha mente
limpando tudo que ficou para traz
parece q varre meio mundo meu
e só assim diante de mim nao sou imundo

cada momento cada palavra q ficou para traz
todo momento e todo desejo que eu fui
tudo que hoje existe e nao toco
me deixa assim certo com foco.

Renascendo a cada minuto dos anos que nao foram
esse homem pode ser mais para ninguem
porque esse lugar é seu sem vaga alheia
é nesse sonho diário que eu caminho
trancado a sete chaves no seu ar no seu mar de ilusão

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