sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pouso.

Busco meu canto no canto dos outros

Me conforto intimamente no que não me pertence

Faço dos músculos raízes

Que me prendem fixo nesse solo


Casa que não tenho

Porta que não abre

Janela que não fecha

Luz apagada, relento


Porei pedra sobre pedra

Farei base no firme

Telhado forte que não vibre

E, ali na janela pousará já,

Uma vela emfim acesa.

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